sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Politicos isolam a Graciosa



Com a classificação da tauromaquia como Património Cultural Imaterial a Graciosa isola-se do Mundo Civilizado


No dia 26 de Fevereiro de 2013, a Assembleia Municipal da Graciosa aprovou uma proposta no sentido de classificar a tauromaquia como património cultural imaterial.

A tourada já existiu em quase todos os países europeus e terá chegado a Portugal através dos espanhóis, a provar o afirmado basta o exemplo de alguns vocábulos usados: afición, faena, chicuelina, tentadero, templados, derechazos, quiebros, revolera, etc.

Hoje, restam poucos países onde as touradas ainda são permitidas e já não são motivo de orgulho para ninguém.

Em pleno século XXI, não é aceitável uma “cultura” que fomenta a violência e glorifica a barbárie e a tortura de animais, que divide as pessoas e que deseduca e habitua as crianças e jovens.

Mais do que estimular tradições ditas locais (sabe-se que a tourada foi “exportada” da Terceira para a Graciosa), os autarcas da Graciosa deviam apostar em atividades que beneficiassem a ilha em termos culturais , sociais  e económicos.

Não tendo tirado o devido partido, em termos de promoção da ilha, da Classificação da Graciosa como Reserva da Bioesfera os autarcas com a sua decisão assumiram uma visão populista que se destinou apenas a servir os interesses da indústria tauromáquica da ilha Terceira.

Isolada no contexto regional, a decisão da Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa, colocou a ilha na lista das localidades onde impera a insensibilidade e onde torturar um animal para divertimento é um ato banal que tem a anuência dos políticos locais.

A partir de agora a Graciosa vai ficar mais isolada do Mundo civilizado.

A história não se esquecerá nem perdoará os autarcas da Graciosa que votaram a favor da classificação da tauromaquia como património cultural imaterial

Açores, 11 de Março de 2013

Abrigo- Associação de Protecção à Fauna e à Flora (Azambuja)

APAAC - ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS ABANDONADOS DO CARTAXO

AAT - Algarve pela Abolição da Tauromaquia

Associação Agir pelos Animais (Coimbra)

Associação dos Amigos dos Animais da Graciosa

Associação Projecto Animais de Barcelos

A.P.D.A.A. - Associação Portuguesa de Direitos dos Animais e do Ambiente

ASPA- Associação Scalabitana Proteção de Animais

CAES- Coletivo Açoriano de Ecologia Social

CADEP-CN- Clube dos Amigos e Defensores do Património-Cultural e Natural

CAPT - Campanha Abolicionista da Tauromaquia em Portugal

MATP (A)- Movimento Anti Touradas de Portugal- Açores

MCATA- Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores

Midas - Movimento Internacional em Defesa dos Animais


Movimento Internacional Anti-Touradas

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Acidentes em tourada na Graciosa

Fonte: https://www.facebook.com/pages/Grupo-Central-Anti-Tourada/451257841614428?fref=photo

O orgulho das touradas na Graciosa



O orgulho das touradas na Graciosa

Com uma área aproximada 60,66 km² e 4 391 habitantes (2011) quando um século antes eram 7603, a ilha Graciosa está mergulhada numa crise que lentamente vai levar ao seu abandono por parte de muitos dos seus habitantes.

A grande aposta no turismo parece falhada. A título de exemplo verificou-se que os proveitos totais na hotelaria decresceram 22,2%, de janeiro a agosto, de 2013, quando comparados com o mesmo período do ano anterior.

A aposta na diferenciação cultural foi posta de lado pelos autarcas que apoiam a oferta, a quem visita e aos locais, de touradas “importadas” da ilha Terceira.

No que diz respeito a deseducação para a insensibilização tudo é feito para igualar ou mesmo superar as metas anteriores. Assim, este ano, realizaram-se 37 eventos taurinos: 31 Touradas à Corda, 2 Touradas de Praça, 2 Bezerradas, 1 Vacada e 1 Espectáculo de Variedades Taurinas, com um grupo de recortadores. Como consolo, a Rádio Graciosa anunciou que: “ mesmo em ano de crise, igualou-se o recorde do ano 2011 no número de touradas à corda, com um total de 31 eventos deste tipo.”

Triste mensagem que alguns Graciosenses deixam ao mundo. Em vez de divulgarem o seu património natural e cultural, fomentam a tortura e a insensibilidade e a falta de compaixão para com o sofrimento de seres vivos que partilham a Terra connosco.

Com as novas tecnologias da comunicação o Mundo evoluído terá conhecimento do atraso ou mesmo retrocesso civilizacional existente numa bonita ilha de um arquipélago manchado pelo sangue e tortura de bovinos e outros animais (cavalos, etc.) por uma indústria que não tem razão de existir em pelo século XXI.

23 de Outubro de 2013

J. Ormonde